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Metodologia e fontes

Esta página explica, passo a passo, como o resultado é calculado e mostra todas as posições atribuídas aos candidatos, com as fontes que as sustentam. Qualquer pessoa pode refazer o cálculo com estas informações.

O 2º turno presidencial, em 25 de outubro de 2026, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), foi confirmado pela totalização do Tribunal Superior Eleitoral. Ver notícia oficial do TSE.

Versão das perguntas
2.7.0
Versão das posições
1.5.0 · 10/10/2026
Posições documentadas
20 de 20

Princípios

  • Nenhuma posição é atribuída a um candidato sem fonte verificável.
  • Quando não há informação suficiente, o tema é marcado como “informação insuficiente” e fica fora do cálculo, em vez de receber uma correspondência inventada.
  • Os mesmos critérios de fonte e de interpretação são aplicados aos dois candidatos.
  • O resultado é uma estimativa de afinidade, não uma previsão ou recomendação de voto.

Como o cálculo funciona

  1. Cada pergunta tem 4 alternativas. Internamente, elas recebem valores de 1 a 4 que as ordenam de uma posição a outra oposta. A ordem em que aparecem na tela é sorteada sempre que o questionário é aberto, para que nenhuma posição fique sempre em primeiro ou em último lugar.
  2. Com base nas fontes, cada candidato recebe o valor da alternativa que mais se aproxima da sua posição documentada, com um grau de confiança (alta ou média).
  3. Em cada tema, 100 pontos são divididos entre os dois candidatos. Cada um recebe a distância do outro até a sua resposta, dividida pela soma das duas distâncias. Assim, quem está mais perto leva mais pontos. Se as duas distâncias forem iguais, inclusive quando os candidatos têm a mesma posição, o tema fica 50 × 50.
  4. Todos os temas têm o mesmo peso. O resultado é a média dos pontos, considerando apenas os temas em que os dois candidatos têm posição documentada. Os dois percentuais somam 100%.
  5. O resultado é exibido com uma casa decimal. Diferenças menores que 10 pontos (por exemplo, 45% × 55%) são apresentadas como resultado equilibrado.
  6. Como a divisão é relativa, ela não mostra se você concorda pouco com os dois. Por isso, os detalhes do resultado também trazem a concordância absoluta com cada candidato: 1 − distância ÷ 3 em cada tema (mesma alternativa = 100%; uma de distância = 66,7%; duas = 33,3%; três = 0%).

Exemplo: se você escolhe a alternativa de valor 4 e as posições documentadas são 1 e 3, as distâncias são 3 e 1. O primeiro candidato recebe 1 ÷ 4 = 25 pontos e o segundo, 3 ÷ 4 = 75 pontos. Esses pontos entram na média junto com os dos demais temas.

Critérios de fonte

As fontes são priorizadas nesta ordem:

  1. Plano de governo registrado no TSE e documentos oficiais da campanha;
  2. Votações nominais e projetos de lei;
  3. Atos oficiais de governo;
  4. Declarações públicas registradas por veículos jornalísticos reconhecidos;
  5. Checagens de fatos de agências independentes.

Posições baseadas em documentos, atos ou votos explícitos recebem confiança alta. Posições que dependem de declarações ou de interpretação razoável recebem confiança média.

Cuidados com a imparcialidade

  • Os candidatos aparecem sempre em ordem alfabética.
  • A interface do site usa apenas tons neutros. Só os gráficos usam uma cor para cada candidato (violeta e magenta), de mesmo peso visual e sem relação com as cores dos partidos. O site não usa cores, símbolos ou slogans de campanha.
  • As perguntas e alternativas foram redigidas para não induzir respostas e são submetidas a revisão humana.
  • As notícias são selecionadas por tema, com o mesmo critério para os dois candidatos, e não pelo seu resultado.

Limitações

  • Dez perguntas não cobrem todos os temas relevantes de uma eleição.
  • Resumir uma posição política em uma de quatro alternativas é uma simplificação. Posições podem mudar ao longo da campanha.
  • Há assimetria de informação: um candidato tem histórico de governo, o outro tem histórico parlamentar. Por isso cada posição informa sua fonte e seu grau de confiança.
  • O resultado não considera outros fatores importantes para o voto, como trajetória, equipe, alianças ou confiança pessoal.

Encontrou um erro ou uma fonte melhor? Escreva para [email protected].

Posições por tema

Toque em um tema para ver a posição de cada candidato e as fontes.

Empresas do governo

O que fazer com as empresas do governo?

Ver alternativas e valores
  • [1] Manter todas e fortalecer.
  • [2] Manter as principais, com menos influência de políticos.
  • [3] Vender algumas e manter as mais importantes.
  • [4] Vender todas.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

Vender algumas e manter as mais importantes.

O plano de governo propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização com avaliação caso a caso e fortalecer a Lei das Estatais. Flávio já falou em privatizar 95% das estatais, inclusive os Correios. Em outubro de 2026, o coordenador econômico da campanha afirmou que Petrobras, Banco do Brasil e Caixa não serão privatizados.

Por que esta alternativa?

A alternativa 3 é a que melhor resume o plano (desestatização caso a caso, com a Caixa reposicionada como 'Banco da Prosperidade') e a fala de que 'não dá para privatizar tudo'. A declaração sobre 95% das estatais aponta para a alternativa 4, mas a campanha a relativizou depois, excluindo Petrobras, BB e Caixa. A alternativa 2 contempla o fortalecimento da Lei das Estatais, mas não as privatizações propostas. A confiança é média por causa dessas sinalizações divergentes.

4 fontes

Lula PT

Confiança alta

Manter todas e fortalecer.

O programa de governo de 2026 prevê que a Petrobras amplie investimentos e volte ao segmento de distribuição de combustíveis. O governo retirou os Correios e outras estatais dos programas de desestatização em 2023, e Lula declarou que não haverá privatização dos Correios enquanto for presidente.

Por que esta alternativa?

A alternativa 1 corresponde à proposta de expandir a Petrobras para distribuição e refino e à reversão das privatizações. A alternativa 2 enfatiza regras contra a interferência política, o que não aparece como eixo no programa. Ressalva: em dezembro de 2025, Lula admitiu parcerias com empresas privadas e a hipótese de transformar os Correios em empresa de economia mista.

4 fontes
Impostos

Como deveriam ser os impostos?

Ver alternativas e valores
  • [4] Diminuir muito para todos, cortando gastos do governo.
  • [3] Manter os impostos parecidos, só simplificando e diminuindo devagar.
  • [2] Diminuir para quem ganha pouco e cobrar mais de quem ganha muito.
  • [1] Cobrar muito mais dos ricos.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança alta

Diminuir muito para todos, cortando gastos do governo.

O plano propõe um "Tesouraço", descrito como "um corte profundo e por todos os lados" nos gastos. Também prevê rever a reforma tributária e a "majoração de impostos efetuada pelo atual governo", reduzir o IVA e os impostos sobre energia e combustíveis. Flávio declarou que buscará reduzir a carga tributária e os impostos sobre a folha de pagamento. Ele também defende a isenção do IR até R$ 5 mil, "sem precisar aumentar ou criar impostos".

Por que esta alternativa?

A alternativa 4 corresponde ao texto do plano, que vincula o corte profundo de gastos à redução de impostos. A alternativa 3 também prevê simplificar e não aumentar tributos de nenhum grupo, mas fala em diminuir 'devagar', enquanto o plano propõe cortes amplos e revisão de aumentos recentes. Uma reportagem de 08/10/2026 afirmou, em paráfrase e sem a fala original, que ele prometeu tributar dividendos. A fonte primária aponta o contrário: no Senado, em 05/11/2025, ele votou a favor da isenção do IR até R$ 5 mil, mas chamou de 'confisco' a cobrança de 10% sobre a distribuição de dividendos.

4 fontes

Lula PT

Confiança alta

Diminuir para quem ganha pouco e cobrar mais de quem ganha muito.

O governo sancionou em 2025 a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, compensada por uma tributação mínima de até 10% sobre altas rendas, incluindo dividendos. O programa de 2026 mantém a diretriz "colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda" e fala em seguir promovendo justiça tributária.

Por que esta alternativa?

A alternativa 2 descreve quase literalmente a Lei 15.270/2025 e a diretriz do programa. A alternativa 1 não foi adotada porque o programa não propõe imposto sobre grandes fortunas nem novo aumento líquido de arrecadação. A proposta de taxar grandes fortunas aparece apenas numa agenda de entidades da sociedade civil entregue à campanha.

4 fontes
Programas sociais

O que fazer com os programas que pagam um valor todo mês às famílias pobres?

Ver alternativas e valores
  • [1] Aumentar o valor e atender mais famílias.
  • [2] Deixar como está, com mais fiscalização.
  • [3] Manter, mas exigir que quem recebe trabalhe ou estude.
  • [4] Acabar com todos os programas sociais.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

Deixar como está, com mais fiscalização.

O plano promete "manter os programas sociais existentes, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate às fraudes". Também dá prioridade aos beneficiários em qualificação e primeiro emprego e garante o retorno imediato ao benefício após o seguro-desemprego. Flávio disse que manteria o piso reajustado e defende prolongar o pagamento a quem conseguir emprego formal.

Por que esta alternativa?

A alternativa 2 é a mais próxima: o compromisso central do plano é manter os programas com combate a fraudes. A alternativa 3 não foi escolhida porque o plano não propõe regras de permanência mais rígidas nem contrapartidas obrigatórias. A qualificação é oferecida como prioridade voluntária, e a regra de saída proposta é mais flexível (retorno sem fila, permanência estendida após o emprego). A alternativa 1 não se aplica, porque não há proposta de ampliar valores ou cobertura. A confiança é média porque o plano também propõe mudanças nas regras de saída, enquanto a alternativa 2 fala em manter o programa 'como está'.

3 fontes

Lula PT

Confiança alta

Aumentar o valor e atender mais famílias.

O programa de 2026 afirma que se deve "manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social". Em setembro de 2026, o governo reajustou o Bolsa Família em 15,04%, pela inflação acumulada, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691.

Por que esta alternativa?

A alternativa 1 corresponde ao compromisso explícito de ampliar a proteção social e ao reajuste de valores feito por decreto. A alternativa 2 não descreve a proposta, que fala em ampliação. Ressalvas: o programa não fixa novo valor nem meta de cobertura, e o reajuste de 2026 repôs a inflação acumulada desde 2023, sem ganho real.

3 fontes
Saúde

Como melhorar o atendimento de saúde pública?

Ver alternativas e valores
  • [4] Cada um deve pagar seu próprio plano de saúde.
  • [3] Usar principalmente hospitais particulares pagos pelo governo.
  • [2] Investir nos hospitais públicos e usar particulares só para diminuir filas.
  • [1] Investir só nos postos e hospitais públicos.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

Investir nos hospitais públicos e usar particulares só para diminuir filas.

O plano propõe contratar serviços e exames da rede privada em horários ociosos para reduzir filas, apresentados como aproveitamento de capacidade existente, e corrigir a tabela SUS. Também prevê ampliar a Estratégia Saúde da Família, ampliar e construir postos de saúde, modernizar os hospitais universitários federais (EBSERH) e expandir a telessaúde. Flávio declarou que não pretende acabar com os pisos constitucionais da saúde.

Por que esta alternativa?

Pelo mesmo critério aplicado a Lula, a alternativa 2 é a mais próxima: o plano trata a rede privada como complemento ('aproveitar essa capacidade é atender mais sem construir do zero'), limitado a horários ociosos e voltado a filas. Ao lado disso, propõe expandir serviços públicos (Saúde da Família, postos de saúde, EBSERH). A alternativa 3 não foi escolhida porque o plano não indica uso em larga escala nem substituição da prestação pública. A alternativa 4 também não, porque não há proposta sobre planos de saúde privados. A confiança é média porque o plano não traz compromisso explícito de ampliar o investimento total no SUS. Ele propõe um corte amplo de gastos ('Tesouraço'), e houve relato de bastidores (Correio Braziliense, 22/04/2026) sobre estudo para corrigir o piso da saúde só pela inflação, negado por Flávio em 19/06/2026 e ausente do plano. Um especialista ouvido pelo WSCOM vê 'ênfase maior na atenção privada' no plano.

3 fontes

Lula PT

Confiança alta

Investir nos hospitais públicos e usar particulares só para diminuir filas.

O programa de 2026 prevê seguir ampliando a rede pública (hospitais, policlínicas e equipamentos via Novo PAC, terceiro turno, carretas e mutirões). Também prevê dar continuidade à parceria com hospitais privados, que oferecem exames e cirurgias ao SUS em troca de créditos financeiros ou abatimento de dívidas, no âmbito do Agora Tem Especialistas (Lei 15.233/2025).

Por que esta alternativa?

A alternativa 2 corresponde ao programa: ele prevê expandir a rede pública (hospitais, policlínicas, equipamentos, terceiro turno, carretas, mutirões) e manter a parceria com hospitais privados como complemento para exames e cirurgias. A alternativa 3 não se aplica, porque a contratação privada é limitada por lei a R$ 2 bilhões/ano em créditos e não é o eixo principal. A alternativa 1 também não, porque o candidato mantém e formalizou a contratação privada.

3 fontes
Educação

O que deve ser prioridade nas escolas?

Ver alternativas e valores
  • [1] Escola pública o dia todo (tempo integral).
  • [2] Focar em alfabetização e metas de aprendizado, sem mudar o jeito das escolas.
  • [3] Mais disciplina e regras mais rígidas nas escolas.
  • [4] Dar mais liberdade às famílias: vale para escola particular ou ensino em casa.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

Mais disciplina e regras mais rígidas nas escolas.

O plano de governo registrado no TSE ('Para o Brasil vencer o atraso') afirma 'Vamos ampliar as Escolas Cívico-Militares', propõe o método fônico, repasses vinculados a metas de aprendizagem, apoio à escola em tempo integral e voucher para escola ou creche privada apenas onde faltar vaga na rede pública. Como senador, criticou em 2023 o fim do programa federal de escolas cívico-militares.

Por que esta alternativa?

A alternativa 3 (mais disciplina e regras mais rígidas nas escolas) é a mais próxima da proposta central do plano para a educação básica: ampliar as escolas cívico-militares, modelo baseado em disciplina e gestão compartilhada com militares. Como a pergunta não cita esse modelo pelo nome, a correspondência depende de interpretação, e por isso a confiança é média. A alternativa 4 foi descartada porque o vale previsto é restrito à falta de vagas na rede pública e o plano não menciona ensino em casa. Como senador, ele apoiou em 06/2026 o pedido de urgência para votar o projeto de ensino domiciliar, um sinal parcial na direção da 4. O plano também tem elementos das alternativas 1 e 2 (apoio ao tempo integral; metas de aprendizagem), mas sem a mesma prioridade.

5 fontes

Lula PT

Confiança alta

Escola pública o dia todo (tempo integral).

O programa de governo registrado no TSE declara que a expansão da educação em tempo integral terá 'absoluta prioridade', com financiamento via Fundeb e obras do Novo PAC em apoio às redes estaduais e municipais. O candidato afirmou, ao sancionar o PNE em 2026, que o país não precisa expandir escolas cívico-militares, e seu governo criou o Programa Escola em Tempo Integral (Lei 14.640/2023).

Por que esta alternativa?

A alternativa 1 é a prioridade declarada de forma literal no programa. A alternativa 2 também tem elementos presentes (meta de 80% de alfabetização na idade certa, metas do PNE), mas o plano coloca o tempo integral como eixo prioritário de expansão, e não a manutenção do modelo. As alternativas 3 e 4 são contrárias às declarações e atos documentados (crítica às escolas cívico-militares; nenhuma menção a vouchers ou educação domiciliar).

4 fontes
Armas

Quem deve poder ter arma de fogo?

Ver alternativas e valores
  • [4] Liberar armas para todos.
  • [3] Facilitar ter arma em casa para quem cumprir as regras.
  • [2] Permitir, com regras duras e muita fiscalização.
  • [1] Só a polícia pode ter arma.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

Facilitar ter arma em casa para quem cumprir as regras.

O plano de governo registrado no TSE não trata de acesso civil a armas. Reportagens de 2026 relatam que a equipe de campanha estuda revogar o Estatuto do Desarmamento e substituí-lo por regras objetivas que garantiriam o direito a quem cumprir requisitos, e o candidato declarou em outubro que a 'legítima defesa tem que voltar'. Como senador, é autor de projeto de porte de arma para advogados e relatou favoravelmente porte para defensores públicos.

Por que esta alternativa?

A alternativa 3 é o mínimo que as evidências de 2026 sustentam sem inferência adicional: a proposta atribuída à campanha (Gazeta do Povo) substitui a análise de 'efetiva necessidade' por requisitos objetivos (idade, ocupação lícita, residência, testes), e a declaração do candidato ('legítima defesa tem que voltar') não detalha medidas. A alternativa 4 é vizinha plausível, porque a mesma reportagem fala em revogar integralmente o Estatuto do Desarmamento e o candidato apoia porte para categorias profissionais (advogados, defensores públicos); não foi escolhida porque nenhuma fonte de 2026 verificada descreve porte geral para a população, o plano oficial é silente e o detalhamento da revogação foi feito por um aliado (dep. Marcos Pollon), não pelo candidato. Mesmo critério aplicado a Lula: prevalecem propostas e atos concretos sobre retórica. Confiança média.

5 fontes

Lula PT

Confiança alta

Permitir, com regras duras e muita fiscalização.

O programa de governo afirma que manterá 'uma política de controle de armas e munições', com rastreabilidade e reforço da fiscalização da Polícia Federal e do Exército sobre segurança privada, defesa pessoal e CACs. O Decreto 11.615/2023 regulamentou o Estatuto do Desarmamento mantendo a aquisição civil com regras mais restritivas, e o candidato tem defendido que o armamento deve se concentrar nas forças de segurança.

Por que esta alternativa?

A alternativa 2 descreve a política adotada e prometida: o plano e o decreto preveem acesso civil para defesa pessoal e CACs, mas com controle e fiscalização reforçados. A alternativa 1 é compatível com a retórica do candidato ('quem tem que estar bem armado são os policiais'), mas não com os atos e o plano, que não propõem vedar a posse civil. As alternativas 3 e 4 contrariam os atos documentados.

4 fontes
Meio ambiente

Como equilibrar a proteção da natureza e a produção no campo?

Ver alternativas e valores
  • [1] Proteger a natureza.
  • [2] Punir o desmatamento ilegal e replantar para compensar o permitido.
  • [3] Facilitar autorizações e exigir menos do produtor.
  • [4] Não proteger o meio ambiente.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança alta

Facilitar autorizações e exigir menos do produtor.

O plano de governo propõe 'licenciamento ambiental ágil', com concessão da licença caso o órgão não decida no prazo, e combate ao desmatamento ilegal 'sem criar novas obrigações ou custos' ao produtor, com meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029 e ampliação do pagamento por serviços ambientais. Como senador, votou a favor da Lei Geral do Licenciamento (PL 2.159/2021) em 2025 e foi coautor, em 2019, de projeto que revogava a reserva legal do Código Florestal (arquivado).

Por que esta alternativa?

A alternativa 3 corresponde de perto ao plano de 2026: licença concedida se o órgão não decidir no prazo, fiscalização 'sem criar novas obrigações ou custos desnecessários para o produtor rural' e meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029; o voto 'Sim' na Lei Geral do Licenciamento (2025) e a declaração em Belém (2026) são coerentes. Ressalva: o plano fala em não criar novas obrigações, e não explicitamente em reduzir as existentes. A alternativa 2 não foi escolhida porque o plano não prevê compensação do desmatamento legal com reflorestamento (o pagamento por serviços ambientais citado é incentivo voluntário). A alternativa 4 tem respaldo apenas no PL 2362/2019, de coautoria do candidato, arquivado e ausente do plano de 2026; pelo critério de priorizar evidências da campanha atual, fica registrada como evidência antiga. Confiança alta pelo mesmo critério aplicado a Lula: programa explícito e coerente com atos recentes (2025-2026); evidência divergente anterior a 2020 não rebaixa a confiança, mas está documentada.

4 fontes

Lula PT

Confiança alta

Punir o desmatamento ilegal e replantar para compensar o permitido.

O programa de governo reafirma a meta de 'desmatamento líquido zero até 2030', promete fortalecer a fiscalização e o monitoramento, cita 3,4 milhões de hectares em restauração florestal e combina isso com expansão do Plano Safra, recuperação de pastagens e incentivo a sistemas integrados (ILPF). Em 2025, o presidente vetou 63 dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, a maioria depois derrubada pelo Congresso.

Por que esta alternativa?

A alternativa 2 descreve o conjunto do plano: meta de desmatamento 'líquido' zero (desmatamento remanescente compensado por recuperação de vegetação), reforço da fiscalização, restauração florestal e incentivos à agropecuária sustentável. A alternativa 1 não foi escolhida porque o plano não propõe regras de licenciamento mais rígidas que as atuais (os vetos de 2025 defenderam regras existentes contra a flexibilização) nem aceita limitar a expansão agrícola; ao contrário, promete ampliar crédito e produção. As alternativas 3 e 4 contrariam os vetos de 2025 e o plano. Confiança alta: programa explícito e coerente com os atos de governo.

3 fontes
  • Plano de governoColigação de Lula (PT) – documento registrado no TSE; cópia publicada pelo Congresso em Foco · 08/08/2026

    Programa de Governo – Diretrizes para o Programa de Transformação do Brasil (Lula 2026) (abre em nova aba)

    Eixo 11 (p. 69-72): 'continuaremos trabalhando para alcançar o desmatamento líquido zero até 2030' e 'Seguiremos fortalecendo e aprimorando as ações de fiscalização'. Eixo 9 (p. 58-62): ampliar recursos do Plano Safra, recuperação de pastagens degradadas e fomento à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

  • Ato oficialAgência Câmara de Notícias · 27/11/2025

    Congresso derruba vetos de Lula ao licenciamento ambiental (abre em nova aba)

    O Congresso derrubou os vetos de Lula à Lei Geral do Licenciamento (exceto os relativos à LAE, objeto da MP 1308/25). O Executivo alegou, entre outros pontos, possibilidade de implantar projetos sem análise de impactos e enfraquecimento da proteção de unidades de conservação.

  • NotíciaO POVO+ (coluna de opinião) · 23/09/2026

    Meio ambiente: o candidato menos pior (abre em nova aba)

    Coluna registra que o plano de Lula inclui 'propostas para garantir a efetividade do Código Florestal e da Lei da Mata Atlântica', pagamento por serviços ambientais e incentivos à agricultura de baixo carbono, como a integração lavoura-pecuária-floresta.

Justiça

Como devem ser escolhidos os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)?

Ver alternativas e valores
  • [1] Deixar como é hoje: o presidente escolhe e o Senado aprova.
  • [2] O presidente escolhe, mas com regras mais rígidas sobre quem pode ser indicado.
  • [3] O presidente escolhe a partir de uma lista de juízes de carreira feita pela própria Justiça.
  • [4] Um conselho com juristas e pessoas da sociedade escolhe, não só o presidente.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

O presidente escolhe a partir de uma lista de juízes de carreira feita pela própria Justiça.

Flávio Bolsonaro assina duas propostas de emenda à Constituição que limitam a escolha a juízes de carreira e criam listas prévias. A PEC 17/2026 exige magistrados de 60 a 70 anos, escolhidos em lista tríplice. Na PEC 45/2025, a lista é montada pelo CNJ, o presidente a reduz a três nomes e o Senado escolhe. O plano de governo propõe quarentena de um ano para ministros de Estado serem indicados ao STF.

Por que esta alternativa?

As duas PECs que ele assina correspondem à alternativa 3: o presidente deixa de escolher livremente e passa a escolher numa lista de juízes de carreira definida pela própria Justiça. A confiança é média porque a posição vem de assinaturas em propostas, não do plano de governo. O plano trata só da quarentena, que se aproxima da alternativa 2. Na campanha, ele fala em indicar ministros com perfil conservador, sem detalhar o modelo de escolha.

4 fontes

Lula PT

Confiança média

Um conselho com juristas e pessoas da sociedade escolhe, não só o presidente.

Na campanha, Lula passou a defender que a escolha dos ministros do STF não fique só com o presidente. Em 30/09/2026 disse: 'Vou propor que a gente monte um conselho para escolher os ministros'. Em entrevista à Band, sugeriu um colegiado com entidades da sociedade civil. O programa de governo 2027-2030 não trata do tema, e o modelo ainda não foi detalhado.

Por que esta alternativa?

A proposta de um conselho para escolher os ministros, com participação da sociedade civil, corresponde à alternativa 4. A confiança é média porque são declarações recentes, sem proposta formal: não está definido se o conselho escolheria ou apenas avaliaria os nomes, nem quem o comporia.

4 fontes
Trabalho

O que mudar nas regras de horas de trabalho?

Ver alternativas e valores
  • [1] Diminuir as horas e acabar com a escala 6x1.
  • [2] Diminuir as horas, com exceções para pequenas empresas.
  • [3] Deixar como está.
  • [4] Deixar livre, permitir trabalhar mais de 50h semanais e ter menos direitos.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

Deixar livre, permitir trabalhar mais de 50h semanais e ter menos direitos.

Flávio Bolsonaro defende jornada flexível, prevalência do negociado sobre o legislado e remuneração/salário mínimo por hora trabalhada, além de contratos de menor custo para jovens. Apoia a proposta alternativa do senador Rogério Marinho (PL-RN) em vez da PEC do fim da 6x1, sem declarar como votaria nesta.

Por que esta alternativa?

Pelo critério da alternativa mais próxima, a 4 é a que melhor corresponde à direção do plano: jornada flexível ('jornada flexível'), acordo entre as partes valendo mais que a lei ('negociado sobre o legislado'), salário mínimo por hora trabalhada e contrato de menor custo para jovens. A alternativa 3 ('deixar como está') foi descartada porque o candidato propõe mudar as regras, e as alternativas 1 e 2 porque não há apoio documentado à redução da jornada por lei. Ressalva importante: nem o plano nem as declarações verificadas falam em permitir jornadas de mais de 50 horas semanais ou em reduzir direitos de forma explícita. Esses elementos da alternativa 4 não são atribuídos ao candidato, e por isso a confiança é média.

3 fontes

Lula PT

Confiança alta

Diminuir as horas e acabar com a escala 6x1.

Lula defende o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima para 40 horas semanais por mudança constitucional/legal, sem redução salarial, 'nos termos aprovados na Câmara'. Esse texto vale para os trabalhadores em geral, com transição única de cerca de 12 a 14 meses. O governo também enviou projeto de lei próprio com urgência em abril de 2026.

Por que esta alternativa?

A alternativa 1 corresponde ao objetivo declarado e ao texto apoiado, que não cria exceções por setor nem prazos maiores para pequenas empresas. As exceções existentes são pontuais: empregados 'hipersuficientes', regimes especiais por acordo coletivo (como 12x36) e prazo próprio para terceirizados de contratos públicos. A alternativa 2 foi descartada porque não há evidência verificada de apoio do candidato a prazos maiores para pequenas empresas ou setores. Integrantes do governo admitiram discutir apoio ao setor produtivo, o que não equivale a exceção de jornada.

4 fontes
Relações com outros países

De quais países o Brasil deve se aproximar mais?

Ver alternativas e valores
  • [4] Ficar do lado dos países ricos, mesmo que isso afaste os países em desenvolvimento.
  • [3] Negociar com todos, preferindo países ricos.
  • [2] Negociar com todos os países, sejam ricos ou em desenvolvimento.
  • [1] Ficar do lado dos países em desenvolvimento, mesmo que isso afaste os países ricos.

Flávio Bolsonaro PL

Confiança média

Negociar com todos, preferindo países ricos.

O plano de Flávio Bolsonaro propõe diplomacia 'pragmática, não ideológica', com reaproximação com Estados Unidos, Argentina e Israel, retomada da adesão à OCDE e abertura comercial, mantendo negociações com China, União Europeia e mercados asiáticos. Em maio de 2026, após encontro com Donald Trump, declarou que o Brasil integraria o 'Escudo das Américas'.

Por que esta alternativa?

A alternativa 3 corresponde ao plano: reaproximação com EUA, Argentina e Israel e adesão à OCDE, mas 'Negociaremos com todos [...] da China à União Europeia' e sem 'escolher amigos por afinidade ideológica'. A alternativa 4 foi descartada porque o plano mantém a China como parceira e rejeita alinhamento ideológico. Fora do plano, há sinais na direção da 4: a adesão anunciada ao 'Escudo das Américas', a declaração de que vai 'reavaliar' a permanência no BRICS (06/2026) e a proposta de 'libertar' o Brasil das 'amarras do Mercosul'. Por isso a confiança é média. Em 21/09/2026, porém, ele afirmou: 'A gente não tem que escolher um lado'.

5 fontes

Lula PT

Confiança alta

Negociar com todos os países, sejam ricos ou em desenvolvimento.

O programa de Lula define uma política externa 'universalista', que negocia 'com todas as regiões do mundo', com prioridade declarada ao BRICS, ao Sul Global, ao Mercosul e à integração sul-americana, e rejeita 'alinhamentos automáticos'. O governo também concluiu acordos do Mercosul com União Europeia, EFTA e Singapura.

Por que esta alternativa?

A alternativa 2 corresponde ao programa, que define a política externa como 'universalista', negociando 'com todas as regiões do mundo' e 'diversificando nossas parcerias', e rejeita 'alinhamentos automáticos'. O programa declara prioridade ao BRICS e ao Sul Global ('aprofundaremos a aproximação geopolítica com o BRICS e com o Sul Global'), mas sem se afastar dos países ricos: prevê 'reaproximação com [...] a Europa', e o governo promulgou o acordo Mercosul-UE. Por isso a alternativa 1 foi descartada. Declarações sobre reduzir a dependência do dólar (2025) são um sinal parcial na direção da 1, sem alterar a ênfase do programa.

4 fontes